Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais do G20 decidiram hoje que o crescimento económico e o emprego vão ser os temas prioritários na cimeira que o grupo vai realizar em setembro, na Rússia, em São Petersburgo.

Reunidos hoje em Moscovo, os líderes do G20 decidiram aderir apoiar a retoma de «um crescimento dinâmico», assim como a criação de «um grande número de postos de trabalho», refere-se no comunicado final.

Os ministros disseram ainda que vão apoiar o Plano de Ação Internacional direcionado a consolidar o crescimento global, «equilibrado e robusto», o qual deverá ser aprovado na próxima reunião de São Petersburgo.

A Rússia é atualmente o país que ocupa a presidência rotativa do G20, o grupo que reúne as economias mais desenvolvidas e mais pujantes do mundo.

Os líderes das Finanças e os governadores dos bancos centrais que se reuniram hoje em Moscovo decidiram também manter uma política de taxas de juro baixas, no conjunto dos países que compõem esta organização internacional.

O objetivo é o de «avançar com uma política que leve a uma intervenção mínima por parte dos governos e que a cotação das divisas seja regulada pelo mercado», esclareceram.

«Confirmamos [assim] o nosso compromisso em agilizar e avançar (...) com a flexibilização da cotação das divisas», salienta-se no comunicado final.

Os países do G20 não querem que alguns países intervenham com o fim de «fortalecer ou enfraquecer» as suas moedas nacionais, segundo «a sua conveniência».

O G20 pretende que haja um crescimento económico e uma maior criação de emprego a nível mundial, mas adverte para «algumas consequências negativas» e riscos que podem ter as políticas de estímulo económico prolongadas para o conjunto da economia mundial, embora aconselhe a sua análise.