Depois da China, depois da Austrália, agora é a vez de um satélite francês vir renovar as esperanças de que o avião da Malaysia Airlines pode ter sido avistado.

A informação ainda é escassa, mas os francesas revelam um sinal não identificado perto de Perth, na Austrália, conforme informa a CNN.

As autoridades malaias já confirmaram que estão a seguir mais esta pista.

Juntam-se as pontas e todos os caminhos vão das ao chamado corredor sul.

Foram avistados vários objetos na zona de buscas, no chamado corredor sul, no sudoeste da Austrália. A par dos satélites chineses, também os franceses captaram imagens de objetos flutuantes, que podem ser os destroços do Boeing 777. Novas imagens de satélite, desta vez da França, confirmam que a zona de buscas no sudoeste da austrália é o local onde se deve procurar.

O ministério dos Negócios Estrangeiros francês informou hoje que depois do seu satélite ter detetado novas imagens de objetos no oceano Índico que podem pertencer ao avião da Malaysian Airlines desaparecido, o país vai enviar meios adicionais para as buscas.

«A França decidiu mobilizar meios complementares para continuar a busca na zona identificada. Os resultados foram transmitidos de forma imediata às autoridades malaias», indicou um porta-voz ministerial, sem precisar mais dados.

As imagens captadas por um dos satélites franceses, segundo o comunicado, permitiu localizar objetos flutuantes numa zona do oceano Índico situada a cerca de 2.300 quilómetros da cidade australiana de Perth.

Àquilo que os satélites indicam, mas não identificam, juntam-se outras pistas. Os primeiros avistamentos.

A demora nas respostas consome os familiares que esperam. Para quem paletes e cintos, satélites e meios aéreos não trazem o ente querido de volta. Já passaram muitos dias.

As paletes de madeira são usadas na aviação civil, no acondicionamento da carga, mas são também muito comuns na marinha mercante. O mesmo acontece com as cintas de segurança.



Mas são progressos e servem para reforçar a linha de buscas que está a ser seguida numa altura em que a visibilidade está a piorar, facto que vai dificultar o reconhecimento visual da zona e atrasar as operações.

As autoridades da malásia indicam que as imagens de satélite francesas foram enviadas para a austrália que nesta fase concentra a coordenação dos esforços de busca.

Fundamental para os australianos é ainda perceber o comportamento deste mar nesta zona tão remota do planeta.

Entretanto, um grupo de peritos do instituto Helmoltz de Oceanologia de Kiel, Alemanha, pretende realizar buscas ao avião malaio desaparecido com um minissubmarino não tripulado e espera que esta missão se inicie assim que se encontrem os primeiros vestígios da aeronave.

Segundo a edição da próxima semana na revista «Der Spiegel», citada pela agência EFE, o 2Abyss «é um dos três submarinos no mundo com condições para realizar buscas a partir de 3.000 metros de profundidade».

Os cientistas de Kiel querem colaborar com o instituto norte-americano Woods-Hole que tem os dois submarinos capazes dessa tarefa.