As autoridades policiais norte-americanas ainda não determinaram os motivos que levaram Aaron Alexis a matar a tiro doze pessoas na segunda-feira numa instalação militar da cidade de Washington, disse terça-feira uma porta-voz do FBI.

Valerie Parlave, diretora interina do FBI, acrescentou que a informação que foi conseguida pelas autoridades até ao momento indica que o atacante, que acabou por se suicidar, entrou nas instalações da Marinha de Guerra dos Estados Unidos utilizando um passe válido de elemento contratado dos serviços navais.

EUA: atirador tinha sido tratado por «doenças mentais»

Parlave disse que o FBI «acredita que Alexis entrou no edifício com uma espingarda».

«Não temos informação de que tinha em seu poder uma outra arma, uma espingarda de assalto AR-15, e quanto à pistola é possível que a tenha conseguido depois de começar os disparos», acrescentou.

Segundo os investigadores do FBI, Alexis chegou à área metropolitana de Washington DC no dia 25 de agosto e esteve hospedado em hotéis antes de se mudar, no princípio de setembro, para o distrito de Columbia, onde se situam as instalações navais, junto ao rio Anacostia.

«Continuamos a fazer entrevistas e pedimos a colaboração de quem tenha estado em contacto com Alexis para compormos uma sequência dos movimentos recentes e depois determinarmos os motivos», sublinhou Parlave.

Na mesma conferência de imprensa, um agente especial do FBI disse que não há indícios de que Alexis tenha contado com a ajuda de outras pessoas e que tudo aponta que atuou sozinho.