Nos Estados Unidos, a primeira grande tempestade de neve do novo ano está a afetar 100 milhões de pessoas em 22 estados, com especial incidência no nordeste do país.

Os habitantes das cidades de Boston e Nova Iorque acordaram com as ruas cobertas por espessos mantos de neve e com temperaturas de bater o dente. O grande nevão tingiu de branco a grande maçã.

O novo presidente da câmara, no cargo há três dias apenas, aconselhou os nova-iorquinos a ficarem por casa e em Brooklyn, onde mora, Abill de Blasio aproveitou para mostrar que sabe manejar uma pá para desimpedir a entrada da casa.

Neve acumulada até 15 centímetros de altura, dois mil e quinhentos limpa-neves em ação, mas quem vai para o trabalho, não acha graça ao nevão.

O aeroporto JFK esteve fechado por falta de visibilidade. Pelo menos 2400 voos foram cancelados. Os atrasos são muitos mais. Os governadores dos estados de Nova Iorque e de Nova Jérsia decretaram o estado de emergência. As escolas públicas fecharam, as Nações Unidas também. Mais a norte, em Boston, a neve chegou aos trinta centímetros de altura.

Há cem milhões de pessoas afetadas pelo temporal, que se estendeu da costa nordeste até à bacia do Mississípi, bem no interior. A intempérie já terá custado a vida a onze pessoas.

Sábado traz melhor tempo, isto é, menos neve, mas o frio glacial vai continuar pelo menos até meados da próxima semana. As temperaturas estão cerca de dez graus abaixo do normal para esta época do ano. No vizinho Canadá, Toronto registou 29 graus abaixo de zero, a cidade do Quebeque, 38 negativos. Há duas décadas que não fazia tanto frio.