Os Estados Unidos lançaram hoje alimentos e água potável destinados aos civis ameaçados pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque, anunciou o Pentágono esta noite.

Três aviões militares de carga - um C-17 e dois C-130 -, escoltados por dois caças F/A-18, lançaram refeições e água potável para os «milhares de cidadãos iraquianos ameaçados pelo Estado Islâmico (EI) no Monte Sinjar, no Iraque», informou o Pentágono.

Os aviões lançaram mantimentos para cerca de 30.000 pessoas.

O Presidente norte-americano afirmou, porém, que os ataques aéreos contra os jihadistas vão continuar se se revelarem necessários para proteger diplomatas e conselheiros militares norte-americanos.

Barack Obama disse que autorizou os ataques no Iraque para proteger os funcionários norte-americanos a prestar serviço em Irbil (norte). «Se for necessário, é o que vamos continuar a fazer», garantiu.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente francês, François Hollande, vão apoiar os esforços humanitários iniciados pelos Estados Unidos no Iraque, anunciou, mais tarde, o chefe de Estado norte-americano.

«Os dois manifestaram o seu apoio às nossas ações e estão de acordo para ajudar na assistência humanitária que estamos a dar aos iraquianos que mais sofrem», afirmou Obama em conferência de imprensa.

O presidente dos Estados Unidos disse ainda que não há um calendário preciso para o fim dos ataques aéreos norte-americanos a posições de jihadistas do Estado Islâmico.

Entretanto, as forças curdas (peshmergas) do norte do Iraque lançaram hoje uma ofensiva militar para recuperar as zonas ocupadas pelos jihadistas em torno da cidade de Mossul, anunciou um general curdo citado pela agência EFE.

Segundo o general Abdelrahman Kurini, as forças curdas no terreno têm o apoio da aviação, a qual, no entanto, não soube precisar se é iraquiana ou norte-americana.

Ao longo da manhã, os peshmergas lançaram vários ataques contra diferentes bastiões jihadistas, provocando dezenas de vítimas, segundo Kurini.