Dmytro Bulatov alega que foi «sequestrado e torturado». Após oito dias desaparecido, o ucraniano de 35 anos e um dos organizadores das manifestações em Kiev, deu entrada num hospital gravemente ferido, após ter sido «deixado a morrer ao frio» perto da capital, como conta a BBC esta sexta-feira.

Desde que os protestos se tornaram violentos, a 22 de janeiro, já morreram três polícias e três manifestantes. O governo acionou uma lei anti-manifestação que ainda enfureceu mais os ânimos. O fim dessa lei foi ditado já esta semana, arrastando consigo a queda do primeiro-ministro.

O ponto final foi dado esta sexta-feira quando o presidente assinou a lei que amnistia os manifestantes, após estes se recusarem a abandonar os edifícios públicos ocupados como moeda de troca.