A etarra Inés del Río saiu da prisão esta terça-feira, pelas 16:25 horas, uma hora a mais do que em Portugal, segundo informa a imprensa espanhola, que acompanhou o momento da libertação da etarra.

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH), em Estrasburgo, ordenou, segunda-feira, a libertação imediata da terrorista etarra, condenada a 3.828 anos de prisão pela morte de 23 pessoas na década de 80. Uma decisão sem recurso possível.

Inés Del Río foi libertada nesta terça-feira por ordem da Audiência Nacional após determinação do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que ordenou a sua libertação. A decisão deverá obrigar a Espanha a libertar 54 militantes do grupo armado basco, cuja detenção foi prolongada com base na designada «doutrina Parot», uma polémica jurisprudência que entrou em vigor em 2006.

Os 17 juízes do tribunal da Audiência Nacional em Madrid seguiram o pedido da Procuradoria espanhola que considerou que «a resolução de Estrasburgo é clara na medida a tomar para restabelecer os direitos» da militante e pede «que seja garantida a libertação de Ines Del Rio o mais rapidamente possível».

Em conferência de imprensa em Bilbao, Amaia Izko e Ainhoa Baglietto, porta-vozes da equipa de advogados, afirmaram que já pediram a libertação da sua cliente, assim como de Antton Troitiño.

Posteriormente, reclamaram a libertação de 54 pessoas que «depois de terem cumprido integralmente as suas penas, estão na prisão de forma injusta».

«Do ponto de vista jurídico, não há margem para manter a sua prisão», afirmaram.

Questionados como Inés recebeu a notícia, os advogados afirmaram que esta está «feliz», mas lamentou que seja «uma boa notícia que chega tarde demais, já que no caso de Inés está a ser denunciado desde 2008».