Anders Breivik, autor da matança de Utoya, em 2011, na Noruega, ameaça fazer greve de fome se as autoridades penitenciárias não lhe derem uma PlayStation 3 (PS3).

Esta é apenas uma das 12 exigências que o homicida, de 35 anos, apresenta numa carta que fez chegar a vários órgãos de informação, entre os quais a agência noticiosa francesa AFP.

Na carta dactilografada, Breivik, detido numa cela isolada desde os ataques de Oslo e Utoya, queixa-se das condições de detenção, que considera como «tortura».

O autor dos massacres, condenado em agosto de 2012 a 31 anos de prisão pela morte de 77 pessoas, anuncia que fará greve de fome se a consola que tem à sua disposição, uma PS2, não for substituída por uma PS3. Exige também acesso a dois jogos para adultos, à sua escolha, em vez dos dois jogos infantis, «sem o mínimo interesse» de que dispõe atualmente.

Breivik alega que se tem comportado de «maneira exemplar» e que tem direito a uma oferta de atividades melhor do que a dos restantes reclusos para compensar o seu regime apertado de detenção. Reclama, por isso, a duplicação do montante semanal de 36 euros a que tem direito, que é igual ao dos outros presos, para pagar as despesas e envio da sua correspondência.

O fim das revistas corporais quase diárias, o acesso a um computador pessoal, em vez de «uma máquina de escrever com uma tecnologia que remonta a 1873», mais possibilidades de passeios e mais contactos com o mundo exterior são outras exigências apresentadas. Breivik explica ainda que uma greve de fome lhe parece ser «uma das raras alternativas» ao seu dispor para tentar melhorar as suas condições de vida na prisão. E promete informar «em breve» sobre a data de início do seu jejum.