O assaltante espanhol conhecido por «El Solitario» está agora a ser julgado por um assalto a um banco, à mão armada, em Madrid, ocorrido em fevereiro de 2007. Jaime Jiménez Arbe negou a autoria do assalto, argumentando que «são os bancos que têm que explicar os seus desfalques e roubos cometidos durante anos com a conivência do poder político».

Detido em 2007 na Figueira da Foz e condenado a 47 anos de prisão pelo assassinato de dois guardas-civis em Navarra, Jaime Jiménez Arbe está a cumprir pena na cadeira de Monsanto, em Lisboa.

Na Audiência Nacional de Madrid, quando questionado sobre a posse de armas em casa, o arguido alegou que a entrada das autoridades na sua propriedade foi «ilegal» e «inconstitucional», por não ter havido um mandato de busca autorizado.

Entre os pertences de «El Solitario», a polícia espanhola apreendeu matrículas falsificadas que, de acordo com Arbe, eram «elementos decorativos». O espanhol não se considera um assaltante. «Eu exproprio os bancos cobrando um imposto revolucionário», explica.

«El Solitario» está acusado de mais de 30 crimes, entre os quais roubo com violência, posse de armas de guerra e falsificação de documentos, informa a agência EFE.