Numa das avenidas mais movimentadas de Cleveland, nos Estados Unidos, um homem de 62 anos, sentado numa cadeira de plástico na berma da estrada, exibia um cartaz.

Não pedia dinheiro nem defendia uma causa. Na verdade, Edmonf Aviv cumpria uma insólita sentença.

«Eu sou um bully. Eu implico com crianças com deficiência e sou intolerante para com aqueles que são diferentes de mim», era o que se podia ler no cartaz de cartão, em maiúsculas escritas à mão, uma obrigação imposta pelo juiz do Ohio depois do homem ter insultado uma família vizinha. O magistrado fez ainda referência de que o cartaz se tinha que ler a uma boa distância.

Edmond Aviv chamou «mãe macaca» à vizinha e espalhou fezes de cão na rampa que dá acesso às cadeiras de rodas. Ao fim de 15 anos de insultos, Sandra Prugh fartou-se dos insultos do vizinho em fevereiro e fez queixa. A mulher disse ao tribunal que ele implica com o facto dela ter adotado dois deficientes negros e que já havia cuspido na sua cara várias vezes.

Sandra Prugh tem dois filhos adotivos com deficiências, paralisia cerebral e epilepsia, um filho biológico que está paralisado e um marido com demência, relata o «Plain Dealer of Cleveland».

Edmond Aviv foi ainda condenado a 15 dias de prisão e obrigado a seguir aconselhamento psicológico. Por fim, não escapou também a enviar uma carta com um pedido de desculpas a Sandra e à família:

«Quero expressar o meu sincero pedido de desculpas pelos atos irracionais que tive na sua casa e para a segurança das suas crianças. Percebo o mal que as minhas ações possam ter causado».