Intitula-se de «caçadora de motoristas de autocarros» e já matou dois condutores, com um tiro na cabeça. A polícia mexicana está à procura de uma mulher que assassinou dois condutores de autocarro, a semana passada, dia 28 e 29 de Agosto, alegadamente como «vingança» de abusos sexuais sofridos por ela e por outras mulheres. Segundo a agência AP, metade dos motoristas não estão a comparecer ao trabalho, com medo.

O caso está a intrigar a cidade mexicana de Juarez, mas as autoridades já revelaram um retrato robot da suspeita. É loira, a polícia admite que use peruca ou tenha o cabelo pintado, usa um chapéu-de-sol na cabeça e o cabelo apanhado. Até agora, matou dois motoristas de autocarro. Entra, tira a arma, dispara e sai. Numa das vezes terá dito ao motorista: «Vocês homens acham-se muitos maus, não acham?».

Depois das duas mortes, na quarta e quinta-feira da semana passada, os meios de comunicação social receberam emails de alguém que se intitula «Diana, a caçadora de motoristas de autocarros» e que justifica os crimes como «vingança» pelos abusos sexuais que sofreu, juntamente com outras mulheres.

«Eu e outras mulheres sofremos em silêncio, mas não vamos ficar mais quietas. Fomos vítimas dos motoristas do turno da noite» lê-se nos emails. «Eu sou o instrumento de vingança de várias mulheres», conclui a missiva.

Os casos de crimes que envolvem motoristas e mulheres são comuns naquela região. Entre 1990 e 2000, por exemplo, foram mortas cerca de 100 mulheres. Entravam nos autocarros e desapareciam. Semanas e meses depois, os corpos apareciam no deserto. Tinham sido violadas e estranguladas.

As autoridades estão preocupadas e reforçaram a segurança nos autocarros com polícias à paisana. No entanto, metade dos motoristas da rota 4A, na qual morreram os dois homens, não tem aparecido para trabalhar. «Têm medo», diz à AP, fonte da empresa. «Também tem havido menos passageiros», acrescenta mesma fonte.

Sobre as mensagens eletrónicas a polícia não revela muito e diz que o caso está a ser investigado. A divulgação do retrato robot e o pedido de ajuda aos cidadãos mostra que as autoridades consideram o caso «muito grave».