Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas, uma delas a tiro, e oito viaturas foram incendiadas, esta terça-feira, na Venezuela, na sequência de violentos protestos na Universidade Centro-ocidental Lisando Alvaro, em Barquisimeto, a 380 quilómetros a sudoeste de Caracas.

Segundo as rádios locais, os confrontos, que duraram mais de cinco horas, entre estudantes e oficiais da Guarda Nacional, eclodiram depois de motociclistas armados terem atacado uma concentração de protesto junto à porta daquela universidade.

Fontes universitárias dão conta de que, além das oito viaturas de estudantes e funcionários da universidade, foram ainda incendiadas uma biblioteca e um gabinete.

Presidente da Venezuela anuncia que marchas «da direita não entrarão a Caracas».

Maduro anunciou na noite de terça-feira que enquanto acontecerem atos de vandalismo no país e a opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) não aceitar dialogar, as manifestações provenientes do interior não entrarão na capital.

«Enquanto houver atos de vandalismo, enquanto o golpe de Estado estiver ativo, enquanto a MUD negar o diálogo, as manifestações da direita não entrarão em Caracas», disse.

Nicolás Maduro falava acompanhado pela jornalista luso-descendente Desireé Santos Amaral, na estreia do seu novo programa radiofónico «Em contato com Maduro», emitido todas as terças-feiras através dos Sistema Nacional de Meios Públicos, como cita a Lusa.