Três jornalistas do canal em inglês da Al-Jazeera foram detidos, na noite de domingo, no Cairo.

A Al-Jazeera informou esta segunda-feira que os detidos são o correspondente Peter Greste, que trabalhou para a agência Reuters e para a BBC, o produtor Mohamed Fahmy e o operador de câmara Mohamed Fawzy.

A televisão exige a libertação imediata dos jornalistas, como também fez, em comunicado, a Irmandade Muçulmana, declarada pelas autoridades na semana passada como um «grupo terrorista».

As detenções ocorreram no hotel Marriot, no bairro de Zamalek, onde membros da Irmandade alugaram dois quartos para, segundo o Ministério do Interior egípcio, servirem como «centro de comunicação».

Numa nota do Ministério, citada pelas agências internacionais, assinala-se que, a partir do hotel, era feita «a emissão em direto de falsas notícias e de rumores para o canal Al-Jazeera sem autorização», e que essas informações «prejudicavam a segurança nacional».

A Irmandade Muçulmana denunciou que as acusações contra os jornalistas indicando que fazem parte de uma «célula» do seu grupo são «ridículas» e que o objetivo das autoridades é «silenciar qualquer voz dissidente».