O responsável da polícia de Giglio contou esta segunda-feira em tribunal que o comandante do navio Costa Concordia se recusou duas vezes a ir para o navio depois do acidente, em janeiro de 2012, no qual morreram 32 pessoas.

«Fui ao local onde Schettino estava com outros sobreviventes, cerca de 100, e disse-lhe que o levava até ao porto de Giglio para subir a um barco que o levaria até perto do Concordia e possivelmente lhe daria a oportunidade de subir a bordo. Mas ele disse que não, disse-me que precisava de ficar ali a controlar o navio», afirmou Carlo Galli, citado pelo «Corriere della Sera».

Segundo o responsável, o convite foi «repetido» e um outro oficial do navio disse que «era uma boa ideia», mas Francesco Schettino voltou a dizer que não, «que precisava de ficar ali».

Carlo Galli contou que, depois desse momento, ainda viu o helicóptero da Guarda Costeira a resgatar pessoas, um sinal de que ainda estavam passageiros a bordo quando o comandante se recusou a voltar.

A defesa do comandante do Costa Concordia, que está acusado de homicídio, alega que Schettino não queria sair do navio mas foi obrigado a entrar num salva-vidas e que tentou regressar, mas nunca conseguiu.