A Coreia do Norte efetuou no domingo manobras militares secretas, durante as quais simulou um ataque ao maior aeroporto civil da Coreia do Sul, informa o diário sul-coreano Joongang, que cita fonte do Governo de Seul.

A fonte, que não foi identificada, declarou que, na noite de 19 de janeiro, tiveram lugar «exercícios noturnos das forças especiais da Coreia do Norte», que simularam tomar as instalações do aeroporto internacional de Incheon.

Na operação secreta terão participado cerca de 150 agentes de uma unidade especial de infiltração norte-coreana, que ensaiaram um atentado terrorista e a ocupação de aviões e instalações no maior aeroporto do país a uns 50 quilómetros a leste de Seul.

De acordo com o mesmo diário, o governo da Coreia do Sul «reforçou a segurança no aeroporto internacional de Incheon» e elevou o alerta militar perante a possibilidade de um ataque a partir de uma base norte-coreana.

Já esta sexta-feira, a Coreia do Norte apelou ao fim das hostilidades com Seul numa carta aberta à Coreia do Sul, enviada sob a ordem do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

«O que é importante para (...) melhorar as relações entre o norte e o sul é tomar uma decisão corajosa a fim de parar todas as ações militares hostis», refere a carta enviada pela Comissão Nacional de Defesa, a principal instituição militar da Coreia do Norte.

Na semana passada, a Comissão apelou à Coreia do Sul para anular as manobras militares conjuntas com os Estados Unidos, propondo uma moratória sobre a escalada de insultos entre os dois países, mas Seul rejeitou, alegando que aquelas não passavam de propaganda.

«É lamentável que as autoridades sul-coreanas adotem uma atitude incorreta e uma posição negativa», refere a Comissão na sua carta, considerando que o Sul «não deveria duvidar da proposta sem refletir», ao sublinhar que ela é «séria e sincera».

A mesma entidade apontou que as manobras militares conjuntas dos EUA e da Coreia do Sul são «o principal obstáculo» à melhoria das relações entre as Coreias.

Washington e Seul têm previsto realizar na península coreana novas manobras militares entre fevereiro e abril para coordenar a defesa perante uma eventual situação de conflito com Pyongyang.