O número de turistas que visitam Vilanculos, na província de Inhambane, sul de Moçambique, diminuiu na última semana, devido aos confrontos entre homens armados da Renamo e o exército moçambicano.

Em declarações à agência Lusa, Sulemane Amugy, presidente do Município de Vilanculos, referiu que o alastramento dos conflitos armados do centro do país para a província de Inhambane está a condicionar o turismo praticado naquela região costeira do sul de Moçambique.

«As notícias que circulam dão conta de que Moçambique vive uma tensão político-militar, isso mancha a imagem turística que o país tem. Os visitantes começam a ter receio de frequentar as nossas estâncias turísticas devido aos confrontos que se registam», disse Amugy.

Vilanculos, diante do arquipélago de Bazaruto, um dos principais destinos turísticos do país, é uma estância balnear muito procurada por turistas estrangeiros, sobretudo do Zimbabué e da África do Sul.

«Normalmente, na quadra festiva, é impossível termos hotéis com quartos livres até 28 de dezembro em Vilanculos. Entretanto, este ano tivemos casos de hotéis vazios até dia 31 de dezembro», contou Sulemane Amugy.

Duas pessoas morreram e seis ficaram feridas, num ataque no domingo contra viaturas escoltadas por militares, a seis quilómetros de Muxúnguè, província de Sofala, no centro de Moçambique, disseram à Lusa fontes locais.

Entre os feridos há um oficial com o posto de major, transferido para o Hospital Central da Beira (HCB) após ter sido atingido por «projéteis de balas», quando dois carros, na coluna Save-Muxúnguè, foram atacados por homens armados, alegadamente ligados à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição moçambicana.

«Passámos momentos conturbados. Houve mortos e feridos socorridos por outros populares», disse à Lusa Orlando Pedro, um viajante.

«O ataque ocorreu cerca das 12:35 horas (11:35 de Lisboa) de domingo e várias viaturas chegaram a Muxúnguè com portas cravadas de balas e ou com vidros partidos. Os ataques estão cada vez mais próximos da vila de Muxúnguè», disse à Lusa um residente.