Um comando da marinha israelita lançou esta noite, pela primeira vez desde o lançamento da ofensiva por parte de Israel, uma operação terrestre no norte da Faixa de Gaza, informou a rádio pública.

A breve incursão visou uma base de lançamento de rockets no norte da Faixa de Gaza, acrescentou a rádio. O braço armado do Hamas confirmou que um comando da marinha israelita tinha tentado penetrar na zona de Sudanyia (noroeste) da Faixa de Gaza, e que tinha havido troca de tiros com combatentes palestinianos.

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Um porta-voz militar disse que quatro soldados israelitas tinham ficado ligeiramente feridos no decurso da missão.

A entrada dos militares israelitas na Faixa de Gaza terá durado aproximadamente meia hora, segundo a agência EFE, que cita a CNN.

O ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, disse este sábado que o seu Governo tinha alcançado «objetivos significativos» nos seus ataques durante os bombardeamentos que efetuaram na Faixa de Gaza contra o movimento Hamas.

Num comunicado das Forças Armadas de Israel, disseram ter atacado aproximadamente 84 alvos ligados a atividades «terroristas» do Hamas na Faixa de Gaza nas últimas missões.

As fações armadas palestinianas, incluindo o Hamas e a Jihad Islâmica, mantiveram durante o fim de semana disparos de rockets contra solo israelita.

Fontes israelitas estimaram no sábado terem sido realizados 690 lançamentos a partir de Gaza contra Israel desde o início da operação, 138 dos quais intercetados pelos seus sistemas antimísseis.

Um adolescente foi morto este domingo na Faixa de Gaza num raide aéreo israelita, informaram fontes médicas, numa altura em que foi elevado a 162 o número de vítimas palestinianas.

O jovem de 14 anos foi vítima de um ataque que atingiu a sua casa, no norte da Faixa de Gaza, no sexto dia consecutivo de bombardeamentos israelitas, disse o porta-voz do ministério da saúde palestiniano, Ashraf al-Qudra.

Segundo a polícia de Gaza, 17 ataques visaram o enclave entre as 04:00 e as 05:00 (02:00 e 03:00 em Lisboa).

O número de mortos registado no sábado foi fixado em 58 pessoas, segundo a AFP.

No total, 162 pessoas morreram e 1.085 ficaram feridas na sequência dos raides aéreos israelitas iniciados na terça-feira.

A nova espiral de violência foi desencadeada após o sequestro e homicídio em junho de três jovens israelitas na Cisjordânia, um ataque que Israel atribuiu ao Hamas, seguido da morte de uma criança palestiniana queimada em Jerusalém por extremistas judeus.

Nenhuma vítima israelita foi reportada desde o início desta operação lançada por Israel.

A atual campanha militar é descrita como a mais mortífera desde outra operação realizada em 2012, uma operação alegadamente lançada para destruir a capacidade do movimento Hamas de lançar rocket¿ contra Israel. O número de vítimas mortais foi então fixado em 177 palestinianos e seis israelitas no período de uma semana.