O comboio frigorífico com as vítimas recolhidas da queda do avião da Malaysia Airlines na região de Donestk, na Ucrânia, chegou à cidade de Kharkiv, já fora do território sob intervenção dos rebeldes pró-separatistas russos, esta terça-feira.

O avião das linhas aéreas malaias despenhou-se com 298 pessoas na quinta-feira em condições que estão ainda por apurar, nomeadamente, se o desastre foi provocado por um míssil ou não e quem o disparou.

Ainda assim, a viagem deste «comboio da morte» não foi pacífica. Desde problemas mecânicos à resistência dos rebeldes em libertar as composições.

Os destroços do aparelho espalharam-se por um raio de 15 quilómetros, bem como os corpos dos quase 300 mortos. Nem todos os corpos conseguiram alegadamente ser recolhidos e há partes de cadáveres que é preciso identificar.

Agora que o comboio finalmente chegou, os corpos vão sofrer uma primeira análise por parte das equipas forenses e de medicina legal e, posteriormente, vão ser colocados em caixões e transportados de avião para a Holanda, nacionalidade da maioria das vítimas que seguia para Kuala Lumpur.

O primeiro-ministro holandês aguarda, no entanto, que os primeiros corpos só cheguem a Amesterdão na quarta-feira, como adiantou à Reuters, e depois serão submetidos a mais exames forenses.