Helicópteros do Exército e da Guarda Nacional estão a procurar em lugares remotos do Colorado cerca de 650 pessoas que continuam desaparecidas, depois das maiores inundações que este Estado conheceu e que afetou os seus 17 condados.

Uma fonte de preocupação que está a crescer é a poluição associada à exploração dos designados petróleo e gás de xisto, com a libertação de petróleo e químicos e a sua mistura com outros poluentes.

O número de desaparecidos foi reduzido hoje a metade do anunciado na segunda-feira, com a eliminação de nomes duplicados e da informação incorreta e o resgate de centenas de pessoas que tinham ficado retidas, em alguns casos desde quarta-feira passada, em pequenas localidades montanhosas que estavam inacessíveis por terra.

Apesar dos quase 18 mil edifícios com estragos e das 15 mil habitações destruídas, o número de mortes mantém-se em oito, informaram as autoridades federais e locais, durante uma conferência de imprensa em Boulder, uma das localidades mais afetadas.

Na zona, ainda estão por localizar 180 pessoas, apesar de 19 helicópteros aí terem resgatado 200.

Entretanto, cerca de 500 pessoas estão à espera de ser resgatadas das áreas inundadas nas pradarias do leste do Estado.

Representantes de várias agências oficiais afirmaram que não se presume que os desaparecidos estejam mortos, mas que se trata de pessoas que, por falta de eletricidade e serviços telefónicos, ainda não puderam contactar com familiares e amigos.

As inundações, inéditas no Colorado, começaram no dia 11 com uma chuva torrencial, que continuou até segunda-feira.

Durante este curto período de tempo, a precipitação superou a quantidade média de água que o Colorado recebe por ano.

Apesar do bom tempo na maioria do Estado, o alerta de inundação continua em vigor no nordeste do Estado, próximo do limite com o do Nebraska, onde se espera para hoje o aumento do nível dos rios para valores máximos.

Os residentes do Estado, além da água, enfrentam, ainda a possibilidade de o petróleo saído dos numerosos poços locais ter contaminado bens e terrenos.

Mike King, diretor executivo do Departamento de Recursos Naturais do Colorado, confirmou hoje que milhares de poços foram afetados pelas inundações e que uma grande quantidade continua debaixo de água.

King adiantou ainda que, apesar de não se poder dar por garantida a contaminação, a situação poderia piorar que o crude se misturar com pesticidas e outros contaminantes trazidos pelas águas.

Acrescentou que se tomaram precauções para evitar a contaminação, mas que é preciso tempo para inspecionar os 22 mil poços petrolíferos no norte do Colorado.