Notícia atualizada

Os líderes de algumas das grandes potências mundiais acordaram esta segunda-feira mais sanções sobre a Rússia em consequência da sua intervenção na Ucrânia.

A notícia foi confirmada pelo presidente francês, François Hollande, após uma conversa telefónica com os chefes da Alemanha, Itália, Reino Unido e Estados Unidos.

«Nestas condições, os cinco chefes de estado ou governo confirmam a sua intenção de reforçar as medidas sancionatórias contra a Rússia», como escreve a Lusa.

A Europa ocidental e os Estados Unidos juntos contra a atuação da Rússia no terreno ucraniano. Estas não são as primeiras sanções aplicadas ao país de Putin, mas o acidente aéreo que matou 298 civis que seguiam no aparelho da Malaysia Airlines fez aumentar a pressão internacional sobre o Kremlin, que já anexou a Crimeia e cuja zona de Donetsk, onde o aparelho caiu, é palco de confrontos entre pró-separatistas russos e forças governamentais ucranianas.

As potências mundiais que esta segunda-feira estiveram à conversa consideram que Vladimir Putin não se esforçou o suficiente para desarmar os pró-separatistas.

Logo que o aparelho caiu, instalou-se a dúvida se o avião tinha sido abatido ou resultado de um acidente. Da dúvida à certeza, com peritos internacionais no local e a recolha das caixas negras do Boeing.

A administração Obama de imediato apontou o dedo aos russos. Quem «puxou o gatilho» ainda não se sabe, se russos se pró-separatistas, mas a Rússia é culpada, conclui o porta-voz da Casa Branca, segundo a Reuters.

O acordo ainda não é definitiva, mas inclui uma lista de pessoas - algumas muito próximas de Vladimir Putin - que serão alvo de restrições.

A lista final só deve ser conhecida na próxima terça-feira. Segundo fontes da Reuters, 87 pessoas e 20 organizações estão enre os visados pelas medidas.