Christine Lagarde literalmente «fugiu» dos protestos numa universidade norte-americana para onde estava convidada como oradora.

A palestra estava prevista para a semana, mas, como informou a Universidade de Smith, a diretora do FMI foi retirada do programa das conferências, noticiou o «New York Times» na segunda-feira.

O Fundo Monetário Internacional e Lagarde, como sua diretora, são alvo de críticas há vários anos. Desta vez, uma petição assinada por centenas de alunos da Universidade de Smith reivindicava que a chefe do FMI não estivesse presente na cerimónia de graduação a 18 de maio.

Christine Lagarde, aparentemente, «acedeu» ao pedido dos estudantes e não vai estar presente.

«O FMI foi um dos culpados pelo fracasso das políticas de desenvolvimento seguidas em alguns dos países mais pobres, o que contribuiu para o reforço de sistemas imperialistas e patriarcais, que oprimem e abusam das mulheres em todo o mundo», referia a petição.

Lagarde não é caso único, no entanto. Condoleezza Rice, antiga Secretária de Estado norte-americana, não discursou numa outra universidade face às críticas que se levantaram do seu papel na administração Bush. Dois exemplos a que se juntam muitos mais e pelas mais diversas razões. A voz dos estudantes norte-americanos sobrepõem-se.