A Organização de Estados Americanos (OEA) aprovou na terça-feira uma resolução em que condena o incidente ocorrido na Europa com o Presidente da Bolívia, Evo Morales, e apela a um pedido de desculpas de Portugal, França e Itália.

Os países membros da OEA aprovaram a resolução apresentada pela Bolívia, Equador, Nicarágua e Venezuela e que foi alterada várias vezes durante a reunião, acabando por a versão final ir ao encontro do que estava previsto inicialmente, que era a condenação explícita da atuação dos países europeus.

A OEA quer agora que Portugal, França e Itália apresentem explicações para o facto de terem alegadamente impedido a entrada no seu espaço aéreo ou a aterragem para uma escala técnica do avião de Morales por suspeita de levar a bordo o ex-espião Edward Snowden e «desculpas apropriadas».

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, afirmou na terça-feira no Parlamento que o seu Governo autorizou «atempadamente» o sobrevoo em território nacional do Presidente da Bolívia e não colocou em risco a vida de Evo Morales e da sua comitiva.

«Portugal autorizou o sobrevoo do Falcon do Presidente Morales no território nacional. Não só autorizou como na verdade o avião do Presidente Morales passou no espaço aéreo português, entrou na zona do Alentejo, até ao espaço aéreo de Porto Santo», referiu Paulo Portas.

O Governo venezuelano congratulou-se com a postura «firme» da Organização de Estados Americanos (OEA) que condenou o incidente na Europa com o Presidente boliviano, Evo Morales, e reiterou a necessidade de um pedido de desculpa dos países europeus.

«Saudamos a posição firme de toda a América Latina e Caraíbas na OEA e continuamos a exigir um pedido de desculpa público dos governos de Portugal, França, Espanha e Itália ao Presidente Evo Morales e ao povo boliviano, é o mínimo», disse na terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Elías Jaua, em entrevista ao canal Telesur.

Para Jaua, nenhum destes países europeus «apresentou uma justificação clara, pelo contrário, apresentaram argumentos absolutamente infantis».