Os protestos contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se nas últimas horas em várias localidades da Venezuela, deixando um número indeterminado de feridos, detidos e elevados danos materiais.

Em Caracas, um grupo de manifestantes encapuçados bloqueou a avenida Luís Roche de Altamira, leste da cidade, incendiou uma viatura da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) e tentou sequestrar um camião cisterna, numa ação em que ficou ferido um funcionário da polícia municipal de Chacao.

Em Barquisimeto, a oeste da capital, um grupo de encapuçados cercou durante 10 horas estudantes da Universidade Fermín Toro que protestavam contra o aumento do preço do transporte público.

Pelo menos dois veículos foram incendiados, um em Caracas e outro em San Cristobal, oeste do país, numa nova onda de protestos registada na segunda-feira, na Venezuela.

«Neste momento estão a incendiar veículos da GNB (polícia militar) na Avenida Francisco de Miranda e veículos na Universidade Fermín Toro», anunciou na sua conta do Twitter o chefe do Comando Estratégico Operacional das Formas Armadas Bolivariana, Vladimir Padrino.

Na parte da manhã de segunda-feira, o ministro do Petróleo e Mineração e presidente da companhia petrolífera estatal PDVSA, Rafael Ramírez, também denunciou a queima de um camião de entrega de gás na cidade de San Cristobal.