«Peço desculpa ao povo da Coreia do Sul», cita a BBC. Lee Joon-seok, de 69 anos, capitão do ferry que se afundou na quarta-feira, dirigiu-se assim aos familiares das vítimas e desaparecidos. Curvado, explicou como conseguiu por que adiou a evacuação e abandonou o navio.

O comandante do navio sul-coreano de passageiros afundado quarta-feira na costa sudoeste do país disse este sábado que adiou a evacuação do navio devido às condições do mar e à ausência de navios de socorro.

Lee Joon-Seok, que está detido com outros dois elementos da tripulação sob a acusação de negligência na manutenção da segurança dos passageiros do navio, lembrou quando questionado por jornalistas, que «não estavam na zona quaisquer navios de socorro nem barcos de pesca para ajudar».

«As correntes eram muito fortes e a água estava gelada e pensei que os passageiros iriam correr maior perigo se fossem retirados do navio imediatamente. Teria tomado a mesma atitude mesmo que tivessem os coletes salva-vidas vestidos», disse.

Entretanto, as equipas de resgate localizaram três corpos dentro do ferry que afundou quarta-feira na costa sul-coreana, mas não conseguiram ainda recuperá-los, revelou a polícia marítima.

Os corpos foram descobertos por mergulhadores que conseguiram aceder à zona de passageiros do quarto piso enquanto procuram eventuais sobreviventes do naufrágio do barco.

Estes três corpos, diz a polícia marítimas, são os primeiros a serem localizados dentro do Sewol que se voltou e afundou na costa da Coreia do Sul numa zona com uma profundidade de cerca de 30 metros.

Há 32 mortos conformados e 174 foram salvos, mas há ainda cerca de 270 desaparecidos. As famílias das vítimas começaram a ceder amostras de ADN paar ajudar na identificação dos corpos, adianta a BBC.