O surgimento da chamada «nova classe média» brasileira ajudou a lançar o Brasil para o primeiro lugar entre os países com o maior número de cirurgias plásticas no mundo, de acordo com os próprios médicos brasileiros.

Com 1,49 milhões de operações, o Brasil superou os Estados Unidos (1,45 milhões) pela primeira vez em 2013, em número dos chamados procedimentos estéticos, segundo dados divulgados na terça-feira pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, sigla em inglês).

De acordo com um relatório anterior, correspondente a 2011, os Estados Unidos lideravam o ranking, com 1,09 milhões de cirurgias, contra as 905.000 no Brasil, que já era o segundo da lista.

Os cirurgiões atribuem o avanço da prática no Brasil ao surgimento no país uma nova classe média, conhecida como classe C, reforçada com 30 milhões de pessoas que, segundo dados do Governo, saíram da pobreza na última década e passaram a consumir produtos e serviços antes reservados aos mais ricos.

O aumento do número de especialistas, a redução do preço dos materiais e a concorrência entre as clínicas de estética ajudaram a reduzir os preços.

Para os especialistas, os brasileiros também são mais abertos no que toca às cirurgias estéticas.