A tripulação de um avião IL-76 da China avistou esta segunda-feira alguns objetos suspeitos na zona sul do Oceano Índico durante as buscas pelo Boeing da Malaysia Airlines.

A tripulação do avião, que se juntou esta segunda-feira às buscas, enviou as coordenadas para o centro australiano de comando e para o quebra-gelo chinês «Xuelong», que está a caminho daquela zona de mar.

A Austrália afirmou esta segunda-feira que os objetos a flutuar captados por um satélite francês, possivelmente relacionados com o avião desaparecido da Malaysia Airlines, se localizam fora da zona de buscas, mas admitiu «agarrar-se» a qualquer nova informação.

As autoridades malaias receberam no domingo informações de França sobre objetos avistados a flutuar numa área no sul do Oceano Índico, nas buscas pelo avião da Malaysia Airlines, desaparecido a 8 de março com 239 pessoas a bordo.

A informação foi transmitida às autoridades australianas, que estão a coordenar as operações de busca, agora concentradas numa área remota do oceano localizada a 2.500 quilómetros a sul de Perth.

Mas o vice-primeiro-ministro australiano, Warren Truss, afirmou que os mais recentes avistamentos de detritos ocorreram a 850 quilómetros a norte da zona onde aviões e navios têm realizado buscas desde quinta-feira.

«Certamente a área onde os resíduos foram avistados pelos satélites é de particular interesse e são o foco de muitas das buscas», explicou à rádio ABC, acrescentando: «O avistamento francês é, parece-me, uma informação nova porque trata-se de uma localização completamente diferente. Fica a cerca de 850 quilómetros a norte da atual área de pesquisa. Portanto, também temos de verificar isso», disse.

As autoridades malaias indicaram inicialmente que os dados mais recentes haviam chegado sob a forma de imagens e o ministro francês dos Negócios Estrangeiros esclareceu que foram captados sinais eletrónicos que contêm informação sobre a localização e distância de um objeto que reflete o sinal.

As esperanças de uma descoberta sobre o que aconteceu ao voo MH370 têm aumentado nos últimos dias, depois de terem sido captadas imagens ou informações de satélite pela Austrália, China e agora França, além de um avistamento de uma palete de madeira e outros destroços a partir de um avião comercial, no sábado.

Truss foi, no entanto, cauteloso, ao afirmar que ainda não há certezas de que o avião esteja sequer naquela área.

«Estamos apenas, penso eu, a agarrar-nos a qualquer pequena informação que chegue para tentar encontrar um local onde possamos concentrar os esforços», acrescentou.

Aviões australianos, norte-americanos e neozelandeses têm procurado intensamente nos últimos quatro dias o Boeing 777, esforços a que se deverão juntar aeronaves chinesas e japonesas esta segunda-feira.

Truss afirmou que as buscas no domingo foram infrutíferas e alertou para a deterioração das condições atmosféricas, nomeadamente com o mar a ficar alterado devido à passagem do ciclone tropical Gillian a pelo menos mil quilómetros a norte da área de pesquisas.