Atualizado às 11:23

Os dois homens que utilizaram os passaportes roubados no voo da Malaysia Airlines desaparecido no sábado eram iranianos. Um deles, Pouria Nour Mohammad Mehrdad, tinha 19 anos e, aparentemente, apenas queria emigrar para a Alemanha.

A polícia «investigou o passado» deste jovem e não há indícios de que tenha usado o passaporte roubado com intenções criminosas. Na verdade, não foi encontrada qualquer ligação a um grupo terrorista, escreve a CNN que cita Khalid Abu Bakar, o chefe da polícia da Malásia.

Quando o rapaz não chegou a Frankfurt, na Alemanha, a mãe contactou as autoridades. O voo de ligação à Alemanha estava registado em nome de um austríaco.

Na outra imagem hoje divulgada pelas autoridades, vê-se o outro passageiro que também utilizou um passaporte roubado no embarque. Sobre este jovem, as autoridades locais apenas disseram que «prosseguem as investigações» sobre a sua identidade. Pouco depois, a Interpol avançava que também era iraniano.

Apesar do cenário de terrorismo parecer cada vez mais improvável, as autoridades continuam a «analisar todas as hipóteses, incluindo a de "mão criminosa"» no desaparecimento do avião, garantiu Khalid Abu Bakar.

De acordo com a polícia continuam em aberto quatro linhas de investigação: possibilidade de sequestro, sabotagem, problemas psicológicos e problemas pessoais de passageiros ou de membros da tripulação.

Já esta terça-feira, o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble reconheceu acreditar que o desaparecimento do avião não está relacionado com nenhum atentado terrorista. «Quanto mais informação recolhemos, mais inclinados estamos para concluir que não se tratou de um episódio terrorista», afirmou.

Noble acrescentou ainda que antes de utilizarem os passaportes roubados, os dois jovens utilizaram dois documentos iranianos.

Depois das autoridades da Malásia revelarem a identidade de um dos passageiros que tinha utilizado um passaporte roubado, a Interpol avançou também com a identidade do outro passageiro.

Os dois são iranianos. Pouri Nour Mohammadi nasceu a 30 de abril de 1995 e Delavar Syed Mohammad Reza nasceu a 21 de setembro de 1984. Pelo menos, estes são os nomes que constam dos seus documentos iranianos.

Fonte militar da malásia avançou entretanto, que os radares militares terão captado o Boeing 777, no dia do seu desaparecimento, junto ao estreito de Malaca.

O mistério adensa-se. Quatro dias depois, não há sinal do Boeing com 239 pessoas a bordo.

A China vai orientar dez satélites na busca de destroços do avião. Mais de 150 chineses estavam a bordo.

Uma ajuda para as equipas de dez países que já passam a pente fino o mar, com a ajuda de dezenas de barcos e aviões.

A transportadora Malaysia Airlines informou esta terça-feira que o Boeing 777-200 que operava o voo MH370 passou numa revisão de manutenção dez dias antes de desaparecer enquanto sobrevoava o Golfo da Tailândia.

«A manutenção foi levada a cabo no hangar do aeroporto internacional de Kuala Lumpur e não foram detetados problemas no aparelho», indicou a companhia, em comunicado.

A próxima revisão estava programada para 19 de junho, disse a Malaysia Airlines que adquiriu o avião, em 2002, que desde então cumpriu 53.465 horas de voo.