Depois de muita especulação sobre o que realmente se terá passado com o avião da Malaysia Airlines e o desespero dos familiares dos passageiros que ao fim de dez dias sem notícias ameaçam com greve de fome, uma nova tese começa a surgir nos órgãos de comunicação social e corroborada por especialistas: como é que é possível que um avião daqueles não tenha sido detetado em nenhum satélite ou será que há algo que as autoridades estão a esconder?

Um antigo agente do FBI explica à CNN que é possível que alguém tenha planeado uma rota que «fugisse» aos radares, explorando os pontos cegos que todos os radares têm.

Jeffrey Beatty faz a comparação com a operação levada a cabo pelos Estados Unidos «fizeram no Paquistão quando foram atrás de Osama Bin Laden».

Uma tese que faz sentido depois das autoridades malaias revelarem que seis minutos após perderem a comunicação com o voo MH370, foi detetado um aparelho não identificado numa rota oposta.

A Força Aérea malaia, que coordena as operações, já tinha dado conta de que o avião teria passado pela ilha Pulau Perak, ou seja, numa outra rota.

O satélite acabou por perder o sinal já que o avião saiu do seu raio de alcance, mas, tudo leva a crer que terá voado pelo menos mais seis horas.

«Boa noite, está tudo bem», foi a última informação vinda do cockpit do aparelho. Depois, os sistemas foram desligados, algo que teve que ser feito por alguém com conhecimento do sistema, como um piloto, por exemplo.

Outro sistema, o transponder do aparelho, também foi desligado passados dois minutos desta comunicação.

Dúvidas e mais dúvidas. Como esta: por que é que os passageiros não telefonaram? Há relatos que contam que os passageiros do voo 93, que foi desviado no 11 de Setembro de 2001, foram capazes de fazer contactos. Mas aqui não, como recorda a CNN.

Questões que atormentam cada um dos familiares dos passageiros e da tripulação. A noiva do co-piloto, Nadira Raml, de 26 anos, piloto da Air Asia, espera pelo seu amor. Conheceram-se na escola de pilotos e namoram há nove anos, como conta o «The Star».