A Austrália diz que os objetos detetados através de imagens de satélite e que poderão ser destroços do avião desaparecido da Malaysia Airlines podem ter submergido nas águas do Índico.

De acordo com o primeiro-ministro Warren Truss, as imagens de satélite foram tiradas a 16 de março.

«Algo estava a flutuar no mar naquele dia e que agora pode já não estar. Podem ter ido ao fundo», disse o governante aos jornalistas, em Perth, citado pela Reuters.



O ministro malaio dos Transportes, Hishmmuddin Hussein, adiantou também que até ao momento ainda não têm provas de que os objetos avistados sejam do Boeing 777 da Malaysia Airlines.

A China vai destacar pelo menos sete navios para o sul do oceano Índico onde foram detetados « objetos flutuantes», anunciou hoje a imprensa estatal.

Os navios de socorro Haixun 01 e 31, assim como os Nanhaijiu 101 e 115, estão preparados para partir para a zona, sendo que três outros navios chineses estão já a caminho, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua.

Treze dias depois do desaparecimento do Boeing 777 da Malaysia Airlines, as buscas concentram-se numa vasta extensão do oceano com cerca de 23.000 quilómetros quadrados, a 2.500 quilómetros a sudoeste de Perth, a principal cidade da costa oeste australiana.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, disse hoje que o Presidente chinês está «devastado» pelo misterioso desaparecimento do avião da Malaysia Airlines, após ter mantido uma conversa telefónica com Xi Jinping.

«Como deve compreender ele está devastado com toda esta situação», afirmou Tony Abbott na sequência da conversa que manteve ao final da tarde de quinta-feira, após a Austrália ter detetado objetos através de imagens de satélite que poderão ser destroços do avião.

O voo MH370 da Malaysia Airlines, com 239 pessoas a bordo, partiu de Kuala Lumpur na madrugada de 8 de março (00:41 locais ou 16:41 de 7 de março em Lisboa) e tinha previsto chegar a Pequim seis horas depois, mas desapareceu dos radares 40 minutos após a descolagem.