Notícia atualizada às 15:07

Ativistas sírios denunciaram que as forças do presidente Bashar al-Assad lançaram um ataque químico que matou centenas de pessoas esta quarta-feira. Alguns opositores do regime já apontaram mesmo o número de 1300 vítimas mortais.

A agência Reuters sublinha que não conseguiu confirmar esta informação junto de fontes independentes. A estação estatal síria e o governo sírio negaram o incidente.

Segundo os ativistas, as forças de al-Assad lançaram mísseis com agentes químicos nos subúrbios de Damasco.

Na Internet já circulam vários vídeos de cadáveres empilhados, sem feridas visíveis.

Uma enfermeira citada pela Reuters garante que «muitas das vítimas são mulheres e crianças». «Chegaram com as pupilas dilatadas e espuma na boca. Os médicos dizem que são sintomas típicos das vítimas de gás tóxico», afirmou Bayan Baker.

Uma equipa da ONU está na Síria para investigar o uso de gás por parte do exército e dos rebeldes no passado. Caso venha a ser confirmado o uso de armas químicas, o ataque desta quarta-feira seria o pior em várias décadas.

O secretário-geral da Liga Árabe pediu aos investigadores da ONU, atualmente na Síria, para inspecionarem imediatamente a região de Damasco.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) apenas confirmou que pelo menos 100 pessoas morreram ou ficaram feridas nos bombardeamentos do exército sírio na região de Damasco.

«Pelo menos 100 pessoas foram mortas nos bombardeamentos contra a província de Damasco. Este número vai seguramente aumentar. Os ataques e os bombardeamentos continuam e a potência de fogo é considerável», afirmou o OSDH, sem se pronunciar sobre a eventual utilização de armas químicas.