A televisão iraquiana dá conta esta seguunda-feira de que as forças aéreas iraquianas mataram 200 rebeldes, como cita a CNN.

O esforço do governo iraquiano para que a capital, Bagdad, não caia nas mãos das milicias islamitas. Uma a uma, como noticia o canal, as cidades iraquianas têm caído às mãos dos rebeldes numa cruzada cuja batalha final pode ser a tomada de Bagdad.

Um campo de batalha que se estende para além das fronteiras iraquianas com uma reedição da tensão entre Irão e Estados Unidos. Entretanto, os americanos reforçaram a segurança da sua embaixada com pessoal militar.

O Irão manifestou uma «forte oposição a uma intervenção militar norte-americana no Iraque», revelou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Afkham Marzieh, citado pela agência oficial IRNA.

«A República Islâmica do Irão opõem-se fortemente a uma intervenção militar dos Estados Unidos no Iraque», disse aquele responsável na noite de domingo.

O mesmo responsável acrescentou que os «acontecimentos recentes visam alterar o processo político no Iraque e os sinais mostram que os Estados Unidos procuram tirar proveito da situação e perturbar os resultados das eleições» legislativas realizadas recentemente.

O Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, apelou domingo à Jordânia, Emiratos Árabes Unidos, Arábia Saudita de Qatar apoio para o Iraque e Síria na sua luta contra o terrorismo perante o avanço dos Jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL).

John Kerry falou ao telefone com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia como noticia a Lusa, Nasser Judeh, dos Emiratos Árabes Unidos, xeque Abdalá bin Zayed al Nahyan, da Arábia Saudita, Saud al Faisal bin Abdulaliz, e do Qatar, Khalid Al-Attiyah, para discutir a «ameaça» do EIIL, revelou o Departamento de Estado.

Em cada um dos contactos telefónicos, John Kerry sublinhou a necessidade de apoiar o Iraque e a Síria a «enfrentar os terroristas que são também uma ameaça aos países da região» e aos Estados Unidos.