Mais de cem pessoas foram assassinadas numa aldeia da Nigéria, por alegados militantes islamitas do grupo radical Boko Haram, disse hoje um eleito local.

O assassínio em massa de 106 pessoas, ocorrido no sábado, aconteceu em Izghe, aldeia maioritariamente cristã no estado de Borno (Nordeste do país).

Segundo o senador Ali Ndume, «suspeita-se que os atacantes sejam homens armados do Boko Haram», grupo que pretende instaurar um Estado islâmico no Norte da Nigéria, região predominantemente muçulmana.

O representante político adiantou que «60 pessoas já foram enterradas, enquanto as restantes ainda estão à espera».

De acordo com um agricultor local, os atacantes chegaram em seis carrinhas e algumas motorizadas e foram de porta à porta em busca de vítimas. «Estavam vestidos com uniforme militar», relatou a testemunha, acrescentando que não havia autoridades no local, na altura do ataque.

Outros habitantes da aldeia terão conseguido fugir de uma zona onde os ataques são «cada vez mais frequentes e mais mortíferos», segundo o senador.

Numa tentativa para travar a rebelião islâmica que já ceifou milhares de vidas desde 2009, o Governo nigeriano colocou a região de Borne em estado de emergência, em maio do ano passado.