Nelson Mandela morreu em casa, na sua cama, rodeado pela família. 48 horas antes do tão anunciado fim(há longos meses que o adeus a Madiba era esperado), o presidente sul-africano recebeu o telefonema de alerta do médico do líder.

A saúde de Mandela tinha piorado seriamente. Depois de ter sido internado em junho e regressado a casa três meses depois, onde escolheu terminar os seus dias, a infeção pulmonar de que sofria parecia estar a ganhar a guerra.

O excesso líquido que acumulou nos pulmões durante os 27 anos de prisão causaram a infeção e o pior cenário temido pelos médicos tinham chegado. Zuma percebeu que tinha chegado a hora, informa a reportagem do El País.

Na manhã de quarta-feira foi a vez de Graça Machel aceitar a dura realidade. A hora estava a chegar e era tempo de chamar a família para junto de Madiba. Graça Machel, a sua terceira mulher, permaneceu ao seu lado os 181 dias desde que foi internado. Leio-lhe livros, sem, na maior parte das vezes perceber se Madiba ainda a ouvia.

Nos últimos meses, Mandela pouco ou nada disse. Respondia ao toque com toque e por vezes seguia as pessoas com o olhar, mas há muito com o homem de pulso em riste tinha deixado o vigor de outros tempos. Ainda assim, resistia.

Na quinta-feira, entre filhos, netos e bisnetos, Mandela foi visitado por praticamente todos que não resistiam a sair em lágrimas. Também membros do Governo e da sua tribo o visitaram e levaram a cabo a cerimónia final de fechar os olhos. Nelson Mandela partiu às 20:50, mas muitos se interrogaram como, afinal, resistiu tanto. Mas Mandela era mesmo assim.

No terceiro dia de luto pela morte de Nelson Mandela, a África do Sul rezou. O dia de oração e reflexão foi decretado pelo presidente: Jacob Zuma apelou a que se enchessem igrejas, mesquitas, sinagogas e todos os lugares de culto, em memória do antigo líder.

O chefe de Estado esteve numa igreja metodista, nos arredores de Joanesburgo, onde recordou os valores que Mandela levou ao país.



A família pretende que o funeral seja um momento mais íntimo. Depois das multidões esperadas para os próximos dias, quer no memorial de terça-feira, em Joanesburgo, quer em Pretória, onde o corpo vai estar em câmara ardente.

Mas o governo está a preparar-se para acolher uma larga comitiva internacional. Respeitando a tradição africana de não impedir quem quer que seja de participar num funeral.