A Alemanha vai destruir parte das armas químicas do regime sírio de Bashar al-Assad, no âmbito do processo que decorre sob a supervisão das Nações Unidas, disse o chefe da diplomacia de Berlim, Frank-Walter Steinmeier.

A Sociedade para a Eliminação de Armas Químicas, Resíduos e Armamento (GEKA, na sigla em alemão), situada em Munster, no norte da Alemanha, e que depende unicamente do Ministério da Defesa da Alemanha, está encarregada de destruir os primeiros produtos químicos que pertenciam ao arsenal de Damasco e que está a ser desmantelado.

De acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, citado pela Lusa, o gás mostarda vai ser recebido nos navios de guerra norte-americanos que se encontram no Mediterrâneo e que vão ser responsáveis pela decomposição do armamento, a primeira fase do processo de destruição do material.

Mais tarde, o material decomposto inicialmente pela Marinha de Guerra dos Estados Unidos vai ser enviado para a Alemanha, onde vai ser incinerado.

«Todos os que têm a capacidade técnica para o fazer não podem negar-se a atuar», disse Steinmeier, acrescentando que a destruição do armamento químico significa «um primeiro passo que pode possibilitar o apaziguar do conflito sírio».

Da mesma forma, a ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, recordou em comunicado que «o processo de paz na Síria é uma tarefa internacional».

«A Alemanha dispõe de uma tecnologia segura e de uma grande experiência na destruição de restos de armas químicas», sublinhou von der Leyen.

A ministra defendeu ainda o envolvimento da Alemanha em todo o processo que vai contribuir de forma «valiosa» para o processo de paz.