A Al-Qaeda pediu desculpas pelo ataque a um hospital na capital do Iémen, Sanaa, no passado dia 5 de dezembro, escreve a CNN. O chefe da rede para a península arábica divulgou um vídeo, domingo passado, onde assume que o alvo não era o hospital ou a mesquita que fica ao seu lado, mas sim o Ministério da Defesa. No entanto, a unidade hospitalar fica dentro do complexo governativo.

Recorde-se que neste incidente, o mais devastador dos últimos 18 meses, registaram-se 52 vítimas mortais, entre médicos, enfermeiros e pacientes. Ficaram ainda feridas 162 pessoas.

«Confessamos que um dos nossos soldados cometeu um erro e falhou. Oferecemos as nossas desculpas e condolências às famílias das vítimas. Não queríamos matar os vossos familiares, não eram o nosso alvo. Não é isso que defende a nossa religião ou os nossos valores», afirma Qassim Al-Raimi no vídeo.

Peter Bergen, comentador da CNN para a área da segurança, afirmou que «não é habitual um pedido de desculpas público tão rápido e direto». Parece que «entenderam que para falarem em nome de todos os muçulmanos, têm de para de matar muçulmanos em larga escala», conclui.

O pedido de desculpas surge também após a divulgação de imagens, por parte do governo iemenita, do ataque no exterior e interior do hospital. As imagens são impressionantes. Nada escapa ao ataque de homens armados e bombistas suicidas: médicos, enfermeiros, pacientes, homens, mulheres e crianças. Explosões, granadas, tiros.