Notícia atualizada às 11:12

Os destroços do avião da Air Algerie foram localizados no Mali e confirma-se que não há sobreviventes entre as 116 pessoas que iam a bordo. O presidente francês, François Hollande, anunciou, esta sexta-feira de manhã, que já foi encontrada a caixa negra do aparelho.





A televisão do Mali adianta que os destroços se encontram entre a cidade de Gossi e a fronteira com o Burkina Faso.

Os investigadores do Burkina Faso referem que já inspecionaram os destroços perto da vila de Boulikessi, encontrando-se «totalmente queimados e espalhados pelo chão». «Infelizmente, a equipa não viu ninguém. Não há sobreviventes», disse o general Gilbert Diendere à Reuters.

Avião a arder enquanto caía

O voo AH5017 ia do Burkina Faso para a Argélia, mas as autoridades aéreas perderam contacto com o aparelho menos de uma hora depois da descolagem. O piloto ainda pediu para mudar de rota devido ao mau tempo.

Uma autoridade local em Gossi revelou à Reuters que alguns habitantes viram o avião cair: «Deve ter sido uma tempestade e deve ter sido atingido por um relâmpago. Disseram que estava a arder enquanto caía, antes de se despenhar».

Os investigadores que já estiveram no local concluíram que o MD-83 se partiu quando atingiu o chão. «O avião destruiu-se no momento que se despenhou. Pensamos que acidente se deveu às condições meteorológicas. Nenhuma hipótese pode ser excluída neste momento, mas esta é a teoria mais provável», afirmou o Ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, à RTL.

Também o ministro francês dos Transportes, Frederic Cuvillier, afirmou à France 2 que o cheiro a combustível no local e o facto de os destroços se encontrarem numa área pequena sugerem que a culpa foi do mau tempo ou de um problema técnico. «Excluímos à partida a possibilidade de ter havido um ataque a partir do solo», adiantou.

As nacionalidades das vítimas

A bordo do aparelho, que pertencia à companhia espanhola Swiftair, iam 51 franceses, 27 burquinenses, oito libaneses, seis argelinos, cinco canadianos, quatro alemães, dois luxemburgueses, um camaronês, um belga, um egípcio, um ucraniano, um suíço, um nigeriano e um maliano. Os seis tripulantes eram espanhóis.

Hollande revelou esta quinta-feira que vai deslocalizar parte das tropas que tem no Mali para ajudar a investigar o acidente. Cerca de 100 soldados franceses já estão a caminho.

O presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, vai visitar o local esta sexta-feira. O Burkina Faso declarou dois dias de luto nacional.

O avião MD83 que se despenhou foi a aeronave oficial do Real Madrid durante dois anos, até 2009. Chamava-se «La Saeta» em homenagem a Alfredo Di Stéfano.