Bart Palosz não resistiu a anos de bullying. Após o primeiro dia de aulas, a 27 de agosto, pegou na espingarda que os pais tinham em casa e matou-se, escreve a CNN. Frequentava o liceu de Greenwich, no Connecticut, Estados Unidos. Nascido na Polónia, aos 15 anos, media 1,90 cm e, por isso mesmo, era um alvo fácil.

Relacionava-se melhor com os adultos, mas tinha amigos. Estes descrevem-no como «um gigante de amor». Os que se cruzaram com ele dizem que era extremamente amável e engraçado.

Lisa Johnson, mãe de um dos amigos de Bart afirmou à CNN que o jovem foi alvo de intimidação, na escola, durante vários anos e que a família informou o liceu do que se passava. Nada terá sido feito. Kim Eves, porta-voz do conselho escolar de Greenwich, confirmou à CNN que «está uma investigação em curso».

Os amigos da família reconhecem que Bart não deu sinais de «estar com problemas». No entanto, após a sua morte, foram descobertos pela família diversos «posts», suspeitos, nas redes sociais.

«E se eu esfaqueasse o meu olho graças à loucura que a escola me provocou. Será que alguém sentiria a minha falta?», escreveu em Junho ao lado de uma fotografia sua com uma faca na mão. Ainda no mesmo mês insinuou que se tinha tentado envenenar com combustível.

No mês seguinte escreveu: «Já reparei que se parecer triste sou "normal", mas se estiver feliz, alegre e "normal", há uma probabilidade elevada de me envenener, cortar ou saltar para a frente de um camião».

As autoridades de Greenwich também abriram um inquérito. A família regressou à Polónia para fazer o funeral do jovem.