Nove anos depois do desaparecimento de Madeleine McCann no Algarve, os detetives envolvidos na chamada Operação Grange acreditam que a menina britânica ainda pode estar viva.

A criança, então com três anos, desapareceu em 2007 de um apartamento turístico no aldeamento da Praia da Luz, onde dormia com os irmãos, enquanto os pais jantavam com amigos. Apesar dos esforços por parte da polícia em Portugal e de uma investigação britânica lançada em 2011, até agora não foi possível encontrá-la.

O superintendente Mick Duthie disse, esta segunda-feira, ao Evening Standard que a investigação da Scotland Yard é "permanente" e que os oficiais esperam encontrar a menina viva.

“Ainda há trabalho a fazer. Há sempre possibilidade de ainda encontrarmos a Madeleine e esperamos que a consigamos encontrar viva. É isso que queremos, é isso que os pais e o público querem”, afirmou o detetive da Scotland Yard.

A ministra britânica do Interior concedeu, já neste mês de abril, 95 mil libras (119.848 euros), para custear mais seis meses de investigação, mas o mesmo detetive garante que será pedido mais dinheiro se ainda não houver novidades dentro desse prazo.

Dos 30 oficiais originalmente envolvidos no caso desde 2015 apenas quatro continuam alocados à investigação.

A Operação Grange foi lançada em 2011 e já custou quase 15 milhões de euros.

"Há uma menina desaparecida e se ela foi assassinada e se achamos que temos linhas justificáveis e razoáveis de inquérito para prosseguir, então é o que devemos fazer", rematou o detetive.