Pelo menos 27 pessoas morreram, esta madrugada, depois de dois comboios terem descarrilado, à passagem por uma ponte atingida por inundações, no centro da Índia, de acordo com o mais recente balanço hoje divulgado.

Aproximadamente 300 pessoas foram resgatadas depois de quase uma dezena de carruagens dos dois comboios, que seguiam lotados em direções opostas, terem descarrilado à passagem por uma ponte, na noite de terça-feira, nos arredores da cidade de Harda, no estado de Madhya Pradesh, informaram as autoridades.

Imagens das televisões mostram carruagens tombadas, deitadas de lado sobre a lama, e suprimentos médicos empilhados numa plataforma próxima.

Pelo menos outras 23 pessoas ficaram feridas e foram transportadas para o hospital, de acordo com fontes das equipas de salvamento.

"Vinte e sete pessoas morreram nos acidentes", declarou à agência AFP o chefe da polícia ferroviária do estado, M.S Gupta.


Segundo dados divulgados anteriormente, um dos comboios, procedente do centro financeiro de Bombaim, foi aparentemente atingido por uma súbita subida da água do rio Machak, que causou o descarrilamento das últimas quatro ou cinco carruagens; sendo que o outro, que partiu de Bombaim com destino à cidade de Patna, no leste, também foi afetado pela água, tendo as primeiras duas a três carruagens saído da linha.

O comboio é ainda o principal meio de transporte utilizado para viagens de longa distância no país. Os caminhos-de-ferro da Índia - que tem uma das maiores redes do mundo - contam, contudo, com fraco financiamento e são frequentemente palco de acidentes mortais.

Em 2012, um relatório elaborado pelo Governo estimou em quase 15 mil o número de pessoas mortas anualmente em acidentes ferroviários na Índia, atribuindo o elevado número principalmente às fracas condições de segurança.

O Governo indiano prometeu um investimento de 137 mil milhões de dólares para modernizar a sua rede ferroviária para a tornar mais segura, rápida e eficiente.

As chuvas de monção têm atingido a Índia nas últimas semanas, tendo causado pelo menos 180 mortos e um milhão de desalojados.