O exército iraquiano anunciou a recuperação de grande parte da cidade de Tikrit e de um complexo de palácios presidenciais que estavam nas mãos de insurgentes sunitas, numa nova ofensiva para controlar a cidade.

Tikrit, a cerca de 170 quilómetros a norte de Bagdade, está dominada pelos insurgentes sunitas desde meados de junho passado e já foi palco, há duas semanas, de uma outra grande operação militar.

Este novo assalto à cidade, denominado «espada cortante», inclui incursões terrestres com tanques a partir de diversos pontos, apoiados por bombardeamentos aéreos contra redutos do Estado Islâmico radical (EI).

O exército iraquiano conta com a colaboração do departamento de luta antiterrorista e do de operações especiais, assim como de voluntários para «libertar Tikrit das garras dos ratos do EI», explica em comunicado citado pela Lusa o Ministério da Defesa daquele país.

Segundo o Ministério da Defesa iraquiano, duas horas depois do início da ofensiva, as tropas conseguiram recuperar grande parte da cidade e controlar a maioria dos edifícios governamentais e a Academia da Polícia.

Além disso, içaram a bandeira iraquiana no citado complexo de palácios presidenciais da época do ex-ditador Saddam Hussein.

Os combates na província de Saladino, cuja capital é Tikrit, tornaram-se muito intensos desde finais de junho e causaram dezenas de mortos.

No passado dia 3 de julho, o exército iraquiano tomou o controlo da localidade de Auja, a povoação natal de Saddam Hussein, cujos partidários lutam juntamente com o EI contra o governo iraquiano.

O «número dois» do regime do falecido ditador iraquiano, Ezat Ibrahim al Duri, em paradeiro desconhecido, pediu esta semana aos jihadistas e aos insurgentes para se manterem unidos e continuarem a lutar pela «libertação» do Iraque.

O Iraque vive uma grande crise desde que no passado dia 10 de junho grupos de insurgentes sunitas tomaram o controlo de Mosul, a segunda cidade do país, e a partir dela foram conquistando outras zonas do norte e centro.