A insónia familiar fatal é uma doença que afeta menos de dez milhões de pessoas no mundo, mas que pode ser devastadora numa família, já que é genética. É o que acontece com Lachlan e Hayley Webb, dois irmãos de Queensland, na Austrália. Os irmãos, de 28 e 30 anos, estão só à espera que a doença puxe o gatilho. Como contaram ao 9 News, a mãe morreu vítima desta insónia com apenas 42 anos e um tio morreu aos 20.

Também a avó não resistiu a esta insónia fatal. Este foi primeiro caso diagnosticado na família e a tomada de consciência, por parte de Lachlan e Hayley, de qual o seu fado.

A minha avó começou a ficar doente. Deixou de ver, começou a ter sinais de demência, alucinava enão conseguia falar. Num dado momento, ela foi diagnosticada com a FFI – a sigla em inglês para insónia familiar fatal – e foi a primeira vez que a família tomou conhecimento da doença”.

Os portadores desta doença não conseguem dormir profundamente, o que traz consequências para as capacidades físicas e mentais destas pessoas. A FFI, como é conhecida em inglês, destrói as células nervosas, criando uma espécie de buracos na parte do cérebro que regula o sono, impedindo o corpo de se rejuvenescer.

“Lembro-me de sair para o trabalho e ouvir a minha mãe desejar-me um bom dia e dizer que estava muito orgulhosa de mim, e, depois, mais tarde, quando regressava, ela já me chamava Jullian e pensava que eu era a empregada doméstica. Foi muito duro”, recordou Hayley Webb.

Sem cura, uma vez que a doença “ataque”, a esperança de vida pode ficar reduzida a seis meses, segundo o Independent.