O alegado produtor do filme «A Inocência dos Muçulmanos», Nakoula Basseley Nakoula, foi detido sem direito a fiança por ter violado os limites da liberdade condicional a que estava condenado.

Nakoula é suspeito de ter usado cerca de 17 identidades falsas, e quando compareceu perante o juiz depois da detenção feita pela polícia de Los Angeles, voltou a usar um nome diferente. Segundo a CNN, o produtor apresentou-se como «Mark Basseley Yousseff».

Condenado em 2010 por fraude bancária, o advogado de defesa de Nakoula garantiu que o cliente sempre manteve contacto com as autoridades e que a detenção devia ser atenuada com uma fiança de dez mil dólares. O advogado argumentou ainda que mandar o produtor para a prisão seria irresponsável tendo em conta a onda de manifestações que o filme «A Inocência dos Muçulmanos» tem provocado e o número de muçulmanos que existem nas prisões americanas.

A acusação apresentou provas em tribunal de que o produtor já teria violado a liberdade condicional em oito ocasiões, e que todo o seu historial o tornavam num homem em quem não se pode confiar.

Os protestos islâmicos contra o filme



Este é o trailer do filme que tem provocado polémica e tem deixado as comunidades muçulmanas indignadas.

No Sudão e na Tunísia aconteceram os casos mais dramáticos de protestos. A embaixada dos EUA foi atacada nos dois países, e dos confrontos resultaram sete mortos. Na Líbia foram quatro as pessoas mortas pelos manifestantes, todos eles diplomatas, entre os quais o embaixador americano no país.

O Egito, o Iémen, a Turquia, o Afeganistão e mais recentemente o Paquistão, onde até foi queimada uma bandeira dos EUA com Barack Obama representado, são algumas das nações que têm contestado fortemente o vídeo e as constantes críticas que meios de comunicação ocidentais fazem a Maomé e à religião muçulmana.

E se para alguns muçulmanos o filme é uma ofensa provocada pelo mundo ocidental - as embaixadas de outros países como o Reino Unido e a Alemanha também sofreram ataques -, algumas potências mundiais económicas e políticas também têm registado manifestações. Na Austrália e no Brasil as comunidades saíram pacificamente à rua para reclamar respeito pela religião muçulmana.

O trailer que foi publicado no site de vídeos Youtube, já recebeu ordens de bloqueio em países como Singapura, na Indonésia e na Malásia para que as revoltas fossem evitadas.