O autarca de Windsor e Maidenhead, onde se situa o castelo, o elitista colégio de Eton e as corridas de Ascot, quer que os sem-abrigo sejam retirados das ruas do município até ao dia do casamento do príncipe Harry e Meghan Markle, marcado para 19 de maio.

Simon Dudley, líder conservador, pediu mesmo à polícia para lidar com o que diz ser "uma epidemia" e "uma exploração dos moradores e seis milhões de turistas por ano“.

Numa carta datada de 2 de janeiro, a que o The Guardian teve acesso, Dudley pede ao comissário do Vale do Tamisa, Anthony Stansfeld, para "limpar" as zonas ocupadas pelos sem-abrigo e, assim, acabar com "as intimidações agressivas" e com "os sacos e o lixo" que se vão acumulando nas ruas de Windsor. 

Os sem-abrigo são completamente inaceitáveis numa comunidade carinhosa e compassiva como a nossa", afirmou, referindo-se aos serviços disponíveis no município para "residentes vulneráveis", como, por exemplo, abrigos noturnos e centros de apoio ao combate às drogas e álcool.

Para o autarca, há, inclusive, provas de que "um grande número de adultos que pedem esmola em Windsor não são, de facto, sem-abrigo e aqueles que o são escolheram rejeitar os serviços de apoio", pelo que é "uma escolha voluntária" permanecerem nas ruas.

A posição do presidente do município está a gerar polémica nas redes sociais. 

 

 

O Castelo de Windsor é uma das residências da família real britânica e foi também o local escolhido para o casamento real. Por serem esperados milhares de turistas nesse dia, Simon Dudley pediu, ainda, um reforço da segurança.