Foi uma vida de persistência, agora finalmente premiada. Há 77 anos que Ingeborg Syllm-Rapoport perseguia o sonho de defender a sua tese de doutoramento sobre a difteria. O curso académico normal foi interrompido em 1938, quando o regime nazi a impediu de fazer o último exame por ser judia.

Apesar de tudo, o percurso profissional foi sempre ligado à medicina, como pediatra, mas só aos 102 anos conseguiu obter o grau que tanto ambicionava na universidade de Hamburgo.

“Honestamente, estou feliz por ter terminado. Acho que agora mereço descanso”


O reitor da universidade ficou impressionado

“Foi, sem dúvida nenhuma, uma pessoa muito ambiciosa e disciplinada, mas uma mulher tremendamente honesta. Considero que se trata de uma pessoa muito agradável e de mente aberta”, referiu Uwe Koch-Gromus.


Ingerborg acabou o doutoramento com a classificação de magna cum laude, ou seja, com grande distinção.