O presidente russo Vladimir Putin afirmou, esta terça-feira, duvidar que o presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump se tenha encontrado com prostitutas na Rússia. Numa declaração onde reiterou que a notícia de que a Rússia tenha reunido material comprometedor sobre Trump é uma “fraude”, Putin disse ainda que as pessoas que divulgaram esse relatório são “piores que as prostitutas” porque “não têm limites morais”.

Ele é um homem crescido e alguém que esteve envolvido em concursos de beleza durante muitos anos, conheceu algumas das mulheres mais bonitas do mundo. Tenho dificuldade em acreditar que tenha ido para um hotel para estar com prostitutas, apesar de as nossas serem, sem dúvida, as melhores do mundo”, afirmou o presidente russo em conferência de imprensa.

O relatório em causa foi divulgado pela imprensa americana na semana passada e dava conta de que os serviços secretos russos podem, se quiserem, chantagear Trump com base em declarações comprometedoras de cariz sexual realizadas aquando de uma passagem de Trump por Moscovo.

O autor do relatório diz que vários elementos da campanha de Trump se reuniram com pessoas ligadas ao Governo russo e dá conta ainda de encontros com prostitutas num hotel de Moscovo.

Trump acabou por negar, via Twitter, estas alegações, dizendo estar a ser alvo de um “caça às bruxas política”.

O documento, que cita fontes russas, terá mesmo sido apresentado pelos chefes dos serviços de Informações dos EUA a Barack Obama e a Donald Trump, durante uma reunião na semana passada.

Na conferência de imprensa, Putin lembrou que Trump ainda não estava na vida política à data dessa visita à Rússia e que seria absurdo que os serviços secretos russos andassem atrás de “todos os milionários americanos”.