A Polícia Metropolitana do Reino Unido não vai revelar as identidades usadas por agentes infiltrados que foram assumidas a partir dos nomes de crianças que morreram - como parte de uma tática policial usada pelas autoridades com frequência na década de 80.

O procedimento foi revelado pelo jornal «The Guardian» no início deste ano contando que as autoridades usaram a identificação de cerca de 80 já falecidas para procedimentos como a emissão de falsos passaportes para serem utilizados por agentes infiltrados em grupos de protesto.

Várias famílias inquiriram as autoridades para saber se algum dos seus familiares estava envolvido neste processo. As autoridades admitiram o procedimento e pediram desculpa pelo «choque e ofensa» causados, mas recusaram revelar as identidades usadas para não colocar em perigo os agentes que participaram nas operações.

Citado pela «BBC», o comissário Bernard Hogan-Howe referiu que manter o anonimato dos agentes é «vital» para a sua segurança evitando represálias de criminosos já detidos ou ainda a monte «Essa identidade deve ser protegida para sempre».