Na Rússia, um casal foi acusado por ter cometido, pelo menos, trinta homicídios nos últimos seis anos. Esta «família de monstros» cometia os crimes com o apoio da família e roubava «dinheiro para viver e porque odiava agentes policiais», avança o «The Independent».

Os líderes deste gangue perigoso eram Inessa Tarverdiyeva, uma enfermeira de 46 anos e o seu segundo marido, Roman Podkopaev, um dentista de 35, começaram a assaltar e a matar em julho de 2007. O casal contava com a colaboração da filha mais velha de Inessa, fruto do seu primeiro casamento, e com o apoio da irmã e do cunhado de Roman.

Segundo a publicação, os crimes da família terão começado depois de a enfermeira ter assassinado o primeiro marido. No entanto, as atividades criminosas só foram descobertas no início de setembro, depois de Roman Podkopaev ter sido abatido a tiro pela polícia.

O caso foi investigado e os cúmplices do casal - Viktoria Tarvardiyeva, a filha mais velha do primeiro casamento de Inessa, Anastasia e Sergei Sinelnik, os cunhados de Inessa - foram descobertos. Também a filha mais nova de Inessa, de 13 anos, foi associada a alguns dos delitos, apesar de não ter sido condenada pela atividade da família. Já Viktoria colaborou com o casal em inúmeros assaltos.

Os cunhados de Inessa também foram adicionados à investigação. O cunhado era agente da polícia e terá divulgado várias vezes informações confidenciais sobre operações policiais. O casal deu ainda abrigo a Inessa e assistiu a vários crimes, agindo como condutor nos mesmos.

Na casa de Inessa Tarvardiyeva foram encontradas armas e munições, assim como joias avaliadas em mais de 24 mil euros. Foram ainda encontrados pelas autoridades documentos onde constavam relatos de alguns dos crimes cometidos entre 2007 e 2013.

O casal, residente na região de Stavropol, no sul da Rússia, deslocava-se a Rostov para cometer os crimes. As viagens nunca foram alvo de desconfiança, uma vez que quem estava fora do gangue acreditava que a família apenas viajava para acampar.

Na passada quarta-feira, o gangue foi condenado por homicídio, por colocar em perigo a vida de agentes policiais e por atividade criminosa em grupo.

«Sou uma criminosa por natureza», admitiu Inessa Tarvardiyeva, frente às câmaras do «Canal Um» da televisão russa, durante um programa especial sobre o caso.

No programa, transmitido no início desta semana, a enfermeira mostrou, com uma arma na mão e fato de treino, como matou Dmitri Chudakov, um elemento de uma unidade especial da polícia Rússia.

Dmitri Chudakov foi morto em junho de 2009 enquanto dormia com a família no carro depois de regressar de umas férias no Mar Negro. Enquanto Inessa matou, a tiro, o agente e a mulher, Roman matou os dois filhos do casal à facada.