Foi considerada como uma das vítimas mortais do tsunami que, a 26 de dezembro de 2004, atingiu o Oceano Índico e matou mais de 230 mil pessoas. Raudhatul Jannah tinha quatro anos na altura. Reencontrou a família agora, dez anos depois. O momento foi celebrado com sorrisos e lágrimas, como comprovam as imagens reveladas pela EPA.

Raudhatul Jannah e a família viviam na província de Aceh, na Indonésia, que foi totalmente devastada pelas ondas gigantes. Os pais salvaram-se, mas a menina e um irmão de sete anos, foram levados pela força das águas e acabaram numa ilha despovoada, a 40 quilómetros da costa da Indonésia. Ela foi encontrada por um pescador e este levou-a para sua casa. Desde então, a mãe do pescador assumiu a educação da menina e chamou-lhe Wenni.

A jovem garante que o irmão também sobreviveu, mas não sabe qual o seu paradeiro. Ambos estiveram junto na ilha de Banyak, mas a família do pescador que a acolheu não tinha condições monetárias para ficar com os dois, por isso, não sabe o que lhe aconteceu. Após meses de buscas infrutíferas, a família pensou que ambos tinham morrido.

Em junho de 2014, um tio viu Jannah numa aldeia vizinha de Banda Aceh. Encontrou muitas semelhanças com a sua sobrinha desaparecida e acabou por fazer perguntas sobre a menina. Descobriu que era «uma sobrevivente do tsunami» sem família. Afinal, era mesmo a sua sobrinha. Em 2004, só na província de Banda Aceh morreram 170 mil pessoas.

Em declarações à AFP, a mãe, Jamaliah com 42 anos de idade, afirmou: «Deus deu-nos um milagre. Eu e o meu marido estamos muito felizes. Abracei-a e ela fez o mesmo e ela sentiu-se tão confortável nos meus braços», descreveu a mulher. A mãe diz ter a certeza que encontrou a filha, mas está disposta a fazer testes de ADN para que não restem dúvidas.

O pai Septi Rangkuti, de 52 anos de idade, também não escondeu a emoção e confirmou que já pediram ajuda às autoridades para encontrar o filho. Raudhatul Jannah, a menina, também confessou aos jornalistas estar «muito feliz», de novo, junto dos pais.