O número de mortos no sismo de domingo em Lombok, no sul da Indonésia, subiu para 131, segundo as autoridades locais, que dizem que dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas.

Estimamos que o saldo de 131 (mortos) continuará a aumentar", disse um porta-voz da agência nacional de gestão de catástrofes, Sutopo Purwo Nugroho.

O balanço anterior relatava 105 mortes.

Mais de 70 mil pessoas ficaram desalojadas na sequência do sismo que atingiu a ilha indonésia. Estas pessoas não têm acesso a comida, a água potável ou a medicamentos, alertaram as autoridades.

Intensificámos os esforços para retirar as pessoas, mas ainda há muitos problemas no terreno”, declarou Nurgroho.

A província de Little West West, em Nusa Tenggara, no oeste do país, onde se encontra Lombok, tem falta de "comida, remédios e pessoal médico", disse o governador Muhammad Zainul Majdi.

Os nossos recursos humanos são limitados, precisamos de mais auxiliares médicos em abrigos improvisados", acrescentou.

Pelo menos 105 pessoas morreram na sequência do sismo de magnitude 6,9 que abalou Lombok na noite de domingo, uma semana depois de outro terramoto, na mesma ilha, ter causado 17 mortos. A ilha vulcânica é uma das principais atrações turísticas do país.

As autoridades indicaram ainda terem sido já concluída a retirada de turistas estrangeiros das ilhas Gili, perto de Lombok. Na terça-feira, mais de sete mil turistas foram retirados daquelas três pequenas ilhas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, ofereceu já ajuda ao país, situado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, zona de grande atividade sísmica e vulcânica que regista cerca de sete mil terramotos por ano, na maioria moderados.

Em 2004, pelo menos 280 mil pessoas morreram em 12 países banhados pelo oceano Índico, na sequência de um sismo registado na costa norte da ilha indonésia de Samatra, que originou um tsunami maciço.