O Presidente da Indonésia, o maior país de maioria muçulmana do mundo, defendeu que as ações dos militantes do Estado Islâmico «envergonham» a religião e instou os líderes islâmicos a unirem-se na luta contra o extremismo.

«É chocante e está a ficar fora de controlo», disse Susilo Bambang Yudhoyono, numa entrevista ao jornal The Australian, um dia depois de o Estado Islâmico (EI) ter divulgado um vídeo que mostra a alegada decapitação do jornalista norte-americano James Foley, num ato que revoltou a comunidade internacional.

«Nós não toleramos de forma alguma. Proibimos o EI na Indonésia», afirmou, instando os líderes internacionais a unirem-se para combater o radicalismo.

UE condena assassínio «atroz» de jornalista

A União Europeia condenou hoje o assassínio «atroz» do jornalista norte-americano James Foley por «jihadistas» do Estado Islâmico, considerando a «forma de terrorismo» praticada pelo grupo ultra-radical como «uma das ameaças mais sérias» no mundo.

«Esse ato brutal, como muitas outras violações dos direitos humanos perpetradas pelo Estado Islâmico, nega valores e direitos reconhecidos universalmente, incluindo a liberdade de imprensa, pela qual James Foley arriscou a sua vida em várias ocasiões», disse à imprensa um porta-voz da diplomacia europeia, Sébastien Brabant.

«Esta forma de terrorismo constitui uma das ameaças mais sérias à paz e à segurança internacional», acrescentou.